AROMATERAPIA

DEFINIÇAO: AROMATERAPIA É O CONJUNTO DE FORMAS TERAPEUTICAS QUE SE VALEM DOS PRINCÍPIOS ATIVOS DOS ÓLEOS ESSENCIAIS, PARA CURAR PATOLOGIAS DE ORDEM FÍSICA, EMOCIONAL E MENTAL.

A aromaterapia baseia-se em conhecimentos fornecidos pela Farmacognosia e Osmologia*.

Utilizando os óleos essenciais a aromaterapia trata diversos distúrbios que ocorrem na vida cotidiana do homem. Os princípios ativos dos óleos essenciais oferecem um campo bastante largo para uso medicinal, agindo sobre a pele, vias respiratórias e principalmente, através do olfato, penetrando sem barreiras em nosso sistema nervoso central.
A penetração cutânea, leva os óleos essenciais à corrente sanguínea, sistema linfático, musculatura e órgãos. Desta forma eles protegem, desintoxicam e regeneram.
Pelas vias respiratórias agem como expectorantes, descongestionantes e desinfetantes.
Pelo olfato, sabemos que os aromas trazem consigo informações capazes de influenciar nosso sistema nervoso autônomo, agindo através do sistema límbico e estimulando a glândula pituitária (hipófise) a produzir hormônios.
Desta forma a aromaterapia se vale dos ensinamentos colhidos da farmacognosia e osmologia para curar e influenciar o comportamento do ser humano.


*OSMOLOGIA: Ë a ciência que trata do olfato, da anatomia de seus órgãos e dos odores.

ANATOMIA

O NARIZ

O nariz participa da respiração e do olfato, é uma passagem côncava que liga as narinas ao alto da garganta.
Na parte superior do nariz, do tamanho aproximado de 1 cm2, está situada a mucosa olfativa, responsável por nossas sensações olfativas.

PRINCIPAIS FUNÇÕES DO NARIZ

Filtrar, aquecer e umedecer o ar inalado antes que ele passe para o resto do trato respiratório.

ESTRUTURA

O nariz é a passagem de ar que liga as narinas, localizadas na parte anterior, à região superior da garganta (nasofaringe) localizada na parte posterior O septo nasal que separa as narinas, é feito de cartilagem na frente e osso atrás, dividindo as passagens em duas câmaras. Dois pequenos ossos (ossos nasais) projetam-se da parte anterior do crânio, formando o topo da ponte do nariz; o remanescente é cartilagem. O teto da passagem nasal é formado por ossos da base do crânio (etmóide e lamina cribrosa), as paredes pelo maxilar superior e o chão pelo palato duro.
De cada parede lateral, projetam-se 3 conchas (3 placas de ossos descendentes, finas e encurvadas); as conchas são cobertas por tecidos e aumentam consideravelmente a área da superfície nasal.
Na parte de dentro do teto nasal (osso etmoidal) está situado o bulbo olfativo, que projeta pequenos cílios através de minúsculas passagens existentes no osso que separa o bulbo. Estes cílios são as terminações dos nervos olfativos e são semelhantes a pequenos fios de cabelo e os responsáveis pela captação de moléculas que causam a sensação olfativa.

A RECEPÇÃO DE MOLÉCULAS

Os cílios olfativos partem das células receptoras, que formam um epitélio de aproximadamente 10 milhões de células (células receptoras e células de apoio). As células receptoras é que captam as moléculas aromáticas enviando através de neurônios impulsos nervosos ao cérebro, o qual reconhece a molécula e a identifica.
As células receptoras possuem um ciclo de vida relativamente curto. Seu ciclo varia em torno de 4 a 5 semanas. Provêm de células basais que ganham volume, duplicam seus cromossomos e se dividem. Quando amadurecem é que os cílios olfativos se desenvolvem e então são capazes de captar as moléculas aromáticas, depois de maduras vivem por um período de tempo que varia em relação a intensidade de seu uso. Quando se degeneram são expelidas junto com secreções nasais ou engolidas e digeridas pelo sistema digestivo.

SISTEMA LÍMBICO

É uma área em forma de anel situada na parte central do cérebro, constituída por um aglomerado de células nervosas interligadas.
O sistema límbico influencia o sistema nervoso autônomo (que regula automaticamente as funções corporais), as emoções e o sentido do olfato.
As subestruturas internas do sistema límbico possuem nomes específicos: hipocampo, fornix cerebral e corpo mamilar.

HIPOCAMPO: Formação elevada e curva, consistindo amplamente em substância cinzenta, ao soalho do como inferior de ventrículo lateral. Exerce a função central do sistema límbico.

FORNIX CEREBRI: Trato de fibras arqueadas que correm sob o corpo caloso; anteriormente se divide em duas colunas, indo ao corpo mamilar de cada lado; posteriormente ele se divide em duas pernas, cada uma indo para cada um dos hipocampos.

CORPO MAMILAR: Uma de duas massas esféricas de substância cinzenta no espaço interpeduncular, na base do cérebro. Elas recebem os estímulos olfativos do hipocampo através do fórnix e os transmitem ao núcleo anterior do tálamo, pelo trato mamilotalâmico.

A maior parte do nosso conhecimento, sobre o sistema límbico vêm do estudo do comportamento animal e de pessoas que sofreram lesões ou doenças em seu sistema límbico.
As alterações mais comumente observadas foram na resposta emocional, como choro ou riso inapropriados, raiva facilmente despertada, medo injustificado, ansiedade, depressão e interesse sexual excessivo.

GLÂNDULAS APÕCRINAS E FEROMÔNIOS

As glândulas apócrinas são as que elaboram um suor com odor característico,
conhecido por feromônio; são maiores e situadas mais profundamente do que as glândulas écrinas (glândulas sudoríparas comuns), sendo encontradas nas regiões axilar, mamaria, anal e genital. Ao funcionar, as células glandulares perdem algo de sua substância citoplasmática.
Não devemos confundir as glândulas apócrinas com as glândulas écrinas. As glândulas écrinas estão espalhadas por todo o corpo e sua função é a manutenção da temperatura do corpo.
Já as glândulas apócrinas reagem as emoções, como medo, irritação e excitação sexual. As glândulas apócrinas parecem hoje ser somente resquícios de um antigo sistema sensitivo desempenhou um importante papel no comportamento social do homem; suas secreções serviam para excitação sexual e para demarcações de territórios.

ÓLEOS ESSENCIAIS: O QUE SÃO?

Os óleos essenciais são substâncias que ocorrem na natureza, fazendo parte integrante dos vegetais. Raramente conseguiremos analisar uma planta sem encontrar vestígios de óleos essenciais. Os óleos essenciais são produzidos pelos vegetais por diversas razões, fazem parte do sistema imunológico das plantas e são responsáveis pelo aroma característico de cada vegetal. São matéria intercelular, constituídos de anti-sépticos, vitaminas, hormônios e antibióticos; compostos por ácidos, dionas, cetonas, lactonas, cumarinas, terpenos, óleos terpênicos, aldeídos, fenóis, ésteres, éteres e óxidos. Os óleos essenciais têm estruturas moleculares altamente complexas (podemos detectar muitas vezes mais de 200 substâncias diferentes em seu conteúdo). Isso os torna bastante diferentes dos aromas copiados sinteticamente, que na maioria das vezes não possuem mais do que 10 substâncias.
Os óleos essenciais são voláteis e hidrófobos, misturam-se em álcool e óleos vegetais. Ocorrem em diferentes partes dos vegetais: raízes, folhas, flores, frutos, sementes e lenho.
Os óleos essenciais de alta qualidade para o uso osmológico ou aromaterápico provêm de plantas com distintas especificações bioquímicas e botânicas

ATENÇÃO: Este site tem como intenção a informação. Todos os artigos sobre aromaterapia, contidos aqui, foram pesquisados exaustivamente por nossa equipe e muitos colaboradores, e pesquisadores dos aromas e praticantes da aromaterapia seja no uso pessoal ou em seus pacientes. Estamos certo de estar passando para o leitor informações de fontes muito seguras, mas mesmo com todo este cuidado queremos chamar a atenção para o uso da auto medicação que não deve ser praticada mesmo sendo, os Óleos Essenciais produtos naturais e excelentes na manutenção do bem estar fisico, emocional e mental.
Para um melhor aproveitamento das funções terapêuticas dos óleos essenciais recomendamos consultar um médico ou terapeuta de sua confiança.

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